Oficinas

Jovens discutem vídeos falsos e fake news

Logo depois da transmissão, os jovens foram indagados sobre o que acharam do vídeo, se já haviam parado para pensar na existência desses materiais, se já receberam vídeos suspeitos e, se sim, por quais canais.

As respostas foram surpreendentemente positivas, pois todos demonstraram estar atentos a isso. O aluno Claudio, da escola santista Avelino da Paz Vieira, achou o vídeo interessante e disse já ter pensado nessa veiculação de conteúdos falsos. Letícia, da escola Mário de Almeida Alcântara, também gostou e disse que já recebeu vídeos e notícias falsas. “Eu sempre desconfio, pesquiso na internet para saber se são verdadeiros ou não”, comentou. Com Isabel, que até 2018 era da Avelino, também não foi diferente. Para Larissa, da Mário, “o vídeo é bem interessante. Eu já recebi vários vídeos falsos, mas eu nunca compartilho sem pesquisar”.  Manuela, também da escola Mário, achou o vídeo informativo. Disse que procura nem abrir os que recebe. Os vídeos recebidos por eles, na sua maioria, são de origem do YouTube e do WhatsApp.

Ainda nesta segunda oficina depois da pandemia, todos contribuíram com hashtags de combate a fake news.  São elas:

#semfakenews #seligaverifiqueantesdecompartilhar #cuidadocomoquecompartilha #verificardata #noticiafalsa #nãoacreditenisso #todoscontranotíciafalsa #fakenão #Forafake #nãoeraamorerafakenews#Fakenãocompartilhe #penseantesdecompartilhar #pesquiseantesdecompartilhar #pesquiseantes #nãocompartilhesemsaber #deletenotíciafalsa #fakenewsnuncamais #fakenewsnadaaver #chegadefakenews #semfakenewspromeulado

Para finalizar, todos ficaram de analisar uma informação ‘fake’. E, para o próximo encontro, ao se colocarem no papel de jornalistas, falarão qual o encaminhamento que dariam à notícia.

Mosaico dos encontros presenciais do Projeto Memórias em Rede, antes do isolamento social.

Esses encontros, que continuam no meio digital, reforçam os princípios da Educomunicação que, como afirma o professor Ismar de Oliveira Soares, presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação (ABPEducom), se constitui um campo de ação emergente entre a comunicação e a educação. Trata-se de um caminho importante de renovação das práticas sociais. E visam amplificar a expressão humana e a oportunidade de ação de todos, sobretudo dos jovens que, com o uso de recursos da mídia, desenvolvem o pensamento crítico e colaboram para combater a desinformação.

Memórias em Rede retoma as oficinas

Encontros e atividades acontecem pela internet

10/junho/2020

Primeiro encontro do projeto, depois da pandemia do coronavírus.

Nesta quarta (10/6) retomamos as atividades do Projeto Memórias em Rede, desta vez pela internet. Os encontros presenciais ficarão para depois da pandemia. Nesta fase, os alunos ainda estão se adequando às novas tecnologias. E, por mais que estejam adaptados às ferramentas digitais, esse formato de aula ainda não faz parte de seu cotidiano. Até outro dia eles não podiam deixar os celulares ligados durante a aula. E hoje, o ideal é que estejam sempre conectados porque podem ser abordados pela escola a qualquer momento.  Essa mudança drástica afetou a todos.

Mas o primeiro dia foi produtivo para discutir o dia a dia de cada um durante o confinamento. Entre as principais conversas, podemos listar a convivência com a família, o que pensam dessa problemática, como encaram o momento, ações das escolas, dos professores, entre outros assuntos relacionados ao tema.

O próximo encontro será com a mão na massa. Haverá a participação de todos em ações envolvendo temas da atualidade, como a desinformação e a responsabilidade de cada um no combate a esse mal.  E o papel do jornalismo será sempre o ponto alto das atividades.

“Por que eu gosto do Memórias em Rede?”

14/nov/2019

Foi assim, tentando responder a essa pergunta, que muitas histórias foram lembradas, memorizadas nas mentes e tatuadas nos corações dos adolescentes das escolas santistas Mário de Almeida Alcântara e Avelino da Paz Vieira, durante as gravações e preparativos para o Festival Memorizando, atividade de encerramento do projeto em 2019. Para alguns, o Memórias em Rede despertou o interesse pelo audiovisual, para outros, ajudou no fortalecimento da autoestima. Há ainda os que encaram o projeto como uma oportunidade de atuar como jornalista e entender a problemática desse profissional da comunicação.

O projeto, devido à horizontalidade que fundamenta suas ações, possibilitou o ‘ouvir’ e o ‘ser ouvido’. “Eu consegui colocar pra fora minha vida e meus problemas. Isso me ajudou muito”, frase de um dos adolescentes que expressa um sentimento comum no grupo, externado depois por quase todos. O respeito ao lugar de fala e a valorização das falas que se originam desse poder foram preponderantes para o resultado positivo do Memórias, depois de um ano e meio de atividades.

Na Mário, além dos depoimentos, houve ensaio das apresentações que serão feitas no dia do evento de fim de ano. Enquanto Samantha e Letícia treinavam as apresentações e a dinâmica da Meditação e das Manchetes da Semana, que serão elementos presentes no Festival, Gabriel se empenhava em gravar os vídeos da turma.

Na Avelino, os depoimentos viraram emoções, com comentários sobre o vínculo afetivo que se estabeleceu no grupo, as potencialidades de cada um e o avanço em relação ao senso de responsabilidade. As gravações dos depoimentos tornaram-se conversas, com apontamentos da evolução de cada um durante esse tempo de desenvolvimento do Memórias.

Falta pouco para terminarem as atividades do ano e, antes mesmo do final, já se consegue perceber que o compartilhamento de saberes, como defende Paulo Freire, o direito de falar e a prática do ouvir fazem toda a diferença na formação de qualquer cidadão.

Áudio foi, câmera foi… Ação!

07/nov/2019

Emoção, realização, prática de ações há muitos e muitos anos pensadas. Cidadania, participação, entre tantos outros substantivos como esses retratam o sentimento dos educomunicadores do projeto Memórias em Rede,  depois de concluídas as oficinas desta quarta (6/11) nas escolas santistas Mário de Almeida Alcântara e Avelino da Paz Vieira.

Para os educomunicadores acompanhar a maestria de alunas tão jovens desenvolvendo a atividade jornalística foi um lindo presente de Natal antecipado. Havia em cada gesto, em cada rosto e em cada atitude daquelas alunas o encanto de mostrar o quanto vale a pena o aprendizado e o ambiente escolar.

Na escola Mário, depois da meditação e da manchete da semana, expressadas individualmente pelas participantes, foram todas à prática, gravar as “cabeças” da reportagem que será mostrada a todos no encerramento do ano, no dia 27 de novembro. O termo “cabeça” faz parte dos jargões jornalísticos e significa texto de abertura de uma reportagem. Foi ali, no pátio da escola, ao lado do muro colorido, que os talentos se revelaram. Manu, Letícia, Elô e Luana brilharam nas gravações.

Na escola Avelino, as ideias fervilharam. Foram muitas. Daniel começou verbalizando tudo o que visualizava para as atividades de encerramento da escola. Erik não ficou para trás, até bonecos gigantes ele sugeriu para chamar a atenção dos participantes. Mas, ali, ao final, logo na despedida é que a emoção ficou mais forte. Todos se solidarizaram com os problemas de cada um, com os grilos e as dificuldades que a vida reserva. A união se estabeleceu. O grupo se abraçou e mostrou a si mesmo o quanto vale uma amizade e como o amor é forte. Ali, reforçou a frase do rapper Emicida em seu último trabalho, AmarELO, quando ele diz “tudo, tudo, tudo o que nós tem é nós”.

Começam os preparativos para a festa de final de ano do Memórias em Rede

31/out/2019

Dois momentos marcaram a oficina desta semana (30/10) do projeto Memórias em Rede. O primeiro foi uma breve discussão sobre responsabilidade, que gerou muita reflexão. Os jovens entenderam o conceito e reconheceram que, em algumas vezes, não foram devidamente responsáveis com as atividades necessárias para o projeto. E que, por isso, nem todas as ações contempladas para este ano puderam ser desenvolvidas.

Em outro momento, a turma da escola Mário de Almeida Alcântara se dividiu em três grupos de trabalho – os GTs de planejamento, infraestrutura e comunicação – para cuidar da organização do evento de fechamento do ano, que terá como objetivo ressaltar um dos princípios do projeto, que é valorizar as memórias afetivas de todos, tanto em relação à escola quanto ao território. Isso porque os educomunicadores atuantes do projeto têm como premissa que a construção da cidadania parte, inclusive, da valorização da família, da escola e da comunidade onde esses estudantes fazem parte.

No evento de fechamento das atividades do ano, professores, coordenadores e demais membros da comunidade escolar, assim como familiares e amigos dos alunos, serão convidados a participar. Eles serão recepcionados com surpresas bem interessantes.

Samantha e Manuela estão animadas. “Vamos ajudar em todo o planejamento e pensar em como fazer tudo em pouco tempo”, disse Samantha.

Seu grupo fará também a cobrança e o controle das atividades. “Precisamos pensar em como receber bem nossos convidados”, lembrou Manu, quando observava a quadra da escola, onde deve acontecer o evento. Larissa espera que a coordenação da escola e os familiares também possam ajudar com os materiais necessários. O encerramento das atividades na escola Mário está previsto para o dia 27 de novembro.

Falando em responsabilidades e compromissos

25/out/2019

No dia 23, os jovens do Memórias se encontraram com o objetivo de validar as pré entrevistas encaminhadas no encontro passado e discutir a organização do encontro de fechamento do projeto.

Antes de iniciarem as discussões, tivemos os nossos rituais de iniciação, com a meditação e as manchetes da semana. Neste último encontro, foi possível perceber, na escola Mário, que o momento era de amor. Muitos compartilharam com o grupo a descoberta que fizeram durante a semana: Nossa conclusão diante disso é: estão apaixonados! Alguns exemplos de afeto nesse sentido foram também relatados na Avelino, mas a sobressalência lá é a diversão. Finais de semana com os amigos, o jogo de futebol e a comida gostosa da avó.

Na quarta (23), o compromisso era que eles levassem informações das pessoas que seriam entrevistadas (fontes), que são os moradores mais antigos de Santos, como nome, contatos e um breve perfil. Assim, seria possível montar as pautas para as entrevistas nas semanas seguintes. Ao entrarmos no assunto das conversas que eles deveriam ter tido com as fontes por eles apontadas em oficina, ecoou sobre os ouvidos dos educomunicadores do projeto um pernissivo uníssono: “Eu esqueci!” Os motivos para tanto foram diversos. Alguns alegaram dificuldade em contatar as pessoas, outros que as demais atribuições da semana dificultaram esse procedimento e teve até gente dizendo que a fonte foi viajar.

Para os educomunicadores essa situação foi um desafio. O fato dos jovens terem descumprido com suas reponsabilidades gerou um problema de gestão, porque a próxima atividade do projeto dependeria dos resultados obtidos nesta. Se ao menos o cronograma de encontros estivesse espaçado, seria tranquilo. No entanto, faltam apenas 3 encontros para o fechamento.

Após os momentos das fontes, começou a conversa sobre o encontro de fechamento do projeto. As criatividades florearam nesse momento. Em ambas as escolas muitas ideias surgiram. Uma bela decoração, comida e música foram unanimidade dentre os itens imprescindíveis para o dia. O evento ainda será organizado no próximo encontro. Os jovens serão divididos em grupos de trabalho com atribuições específicas. Comunicação, infraestrutura e planejamento. 

O compromisso de todos no próximo encontro é começar o planejamento das ações para encerrar as atividades deste ano. E nesse os educomunicadores do Memórias Em Rede esperam mais contribuições.

Varal de memórias afetivas da família

14/out/2019

Fotos, entrevistas, mensagens, lembranças… A família foi a pauta de mais uma oficina nas escolas municipais Mário de Almeida Alcântara e Avelino da Paz Vieira, em Santos-SP, desta quarta (9/out), pelo projeto Memórias em Rede. Foi o “varal de memórias afetivas da família”, quando todos estiveram bem concentrados com recordações dos mais variados tipos.

Enquanto Heloísa se vi pensativa escrevendo mensagens sobre sua família, depois de entrevistar a mãe para falar dos seus seis anos de idade, Samantha admirava sua foto de quando ainda era bebê, em sua primeira Páscoa. Bia usou uma cartolina para escrever em letras bem brandes o nome de sua avó (Emília). Gabriel (da Escola Avelino) e Luan destacaram suas respectivas mães. Luan lembrou de quanto ganhou um trenzinho de brinquedo, o que o deixou bem feliz.

A tarefa que ficou para casa era também entrevistar alguém da família que tivesse maior representação nessas memórias. Houve quem preferiu apenas recordar e buscar fotos marcantes. Gabriel (da escola Mário), por exemplo, tímido, contou sobre seu primo, que é quem ele nutre grande afeto. Hoje, um morando longe do outro, pouco se veem, mas o importante é que ficaram boas recordações.

O resultado foi positivo, porque além de trazer à memória fatos positivos e marcantes, deu para perceberem como, na condição de repórter, se deva agir em caso de timidez do entrevistado, quando não entende o que lhe foi perguntado e as melhores técnicas próprias de entrevistas.

Mais um pouco de treinamento e todos já estarão prontos para ir às ruas buscar as memórias afetivas dos cidadãos santistas. Sim, porque esse é o objetivo do projeto: construir uma cartografia afetiva da cidade, tendo como protagonistas esses jovens do Ensino Fundamental II e os moradores antigos de Santos.

Reflexão do dia: família

04/out/2019

O que você entende por família? Quem faz parte da sua família? Por que devemos cultuar a família? Esses foram alguns questionamentos da oficina desta primeira semana de outubro nas escolas santistas Mário de Almeida Alcântara e Avelino da Paz Vieira. Cada um dos alunos e educomunicadores foi passando o seu conceito a partir do afeto, do carinho, do respeito. De repente, havia várias pessoas contempladas na família. E que antes ninguém se dava conta.

Essa reflexão foi levada para casa com a tarefa extra de entrevistar um membro da família e escolher um objeto que lembre essa pessoa para apresentar no próximo encontro do projeto. Na escola Mário, o envolvimento foi geral, com os jovens escrevendo, desenhando e refletindo sobre as pessoas que contemplavam suas famílias.

Na Avelino, depois da meditação e da manchete da semana, cujo tema (quase unânime) foram os doces das festas de Cosme e Damião, todos mergulharam nas questões envolvendo a composição da família, com reflexões e dúvidas. Houve quem incluísse amigos como parte da família. Outros destacaram a tradicionalidade, como mãe, pai, avós. Surgiram nomes também de namorados, amigos do grupo do projeto.

Enfim, assim como na vida dos adultos, o conceito de família está muito mais ligado ao afeto e às presenças que temos em nossas vidas. A família, para ser efetivamente família, não precisa ser imposta. Podemos escolher, por que não?

Saberes e aprendizados compartilhados

25/set/2019

Repórteres entrevistando colegas. Foi assim que se resumiu a oficina desta quarta-feira (11/9) nas escolas Mário de Almeida Alcântara (Bairro Valongo) e Avelino da Paz Vieira (Vila Nova). Com isso, foi possível cada um fazer sua autoavaliação e entender quais pontos devem ser melhorados. Sem contar a diversão e as brincadeiras que tomaram conta de todos.

Na semana anterior, eles foram para as “ruas” da escola em busca de depoimentos de pessoas que ocupavam os espaços analisados. Ou seja, foram escolhidos as escadas, o refeitório, a quadra, a sala de aula, os corredores, para citar alguns. Foram abordados alunos, inspetores, professores, entre outros profissionais da escola.
Desta vez, as entrevistas foram feitas entre um grupo e outro, para saber também suas opiniões. Com isso, o grupo do refeitório passou sua percepção do local, propondo inclusive melhorias. O mais encantador foi a seriedade com que todos encararam a atividade. Isso foi percebido na avaliação que cada um fez de si e do outro.

Para os educomunicadores do projeto Memórias em Rede, a atividade foi bastante produtiva, principalmente por perceber a seriedade e a responsabilidade dos alunos. E atendeu aos princípios da Educomunicação de saber compartilhado e ensino horizontalizado, tal como defende Paulo Freire, para o qual, “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para sua produção ou a sua construção”.

Jovens avaliam trabalho de reportagem

Análise. Foi essa a síntese do encontro nesta última quarta-feira (4/9) dos alunos das escolas Mário de Almeida Alcântara e Avelino da Paz Vieira, integrantes do Projeto Memórias em Rede. Os estudantes se dedicaram a refletir sobre as entrevistas feitas na oficina anterior, quando, na função de repórteres, entrevistaram colegas e profissionais das escolas para entender as memórias e os afetos de cada um em relação aos espaços estudados.

Cada grupo se reuniu para refletir e depois responder às questões: Como se sentiram como repórteres? Quais as principais dificuldades? As entrevistas renderam? O que mais gostaram de fazer e o que não gostaram? O que acham que podem melhorar? Tanto a análise dos grupos quanto as respostas tiveram um alto grau de responsabilidade e de seriedade.

De uma forma geral, todos gostaram da atividade. Se sentiram, de fato, protagonistas e, por isso, responsáveis. Entenderam que precisam melhorar em relação à performance e à timidez, mas ficaram motivados a isso. Alguns perceberam as dificuldades enfrentadas pelos repórteres quando, em poder de uma pauta a ser seguida, o entrevistado dá respostas curtas ou quando se recusa a falar.

Em resposta à questão sobre como podem melhorar, eles fizeram vários comentários. Um é de que, pensando no visual, é preciso escolher sempre um bom lugar que possa referenciar melhor a reportagem. Outro é de que é preciso se preparar bem antes de começar a entrevista. Houve ainda quem defendeu a utilização de melhores recursos tecnológicos, como microfone, por exemplo.

De todo modo, o resultado foi bastante positivo, considerando-se o interesse e a participação de todos. É notório que ações dessa natureza ajudam tanto aluno quanto professor e demais funcionários da escola a se integrarem mais, a perceberem o valor dos espaços da escola e com isso elevar o sentido de pertencimento.

A prática da reportagem

29/08/2019

Este título do livro do grande jornalista, Ricardo Kotscho, da década de 1980, em sua primeira edição, descreveu muito bem o espírito e o sentimento dos alunos participantes do projeto Memórias em Rede, desta quarta-feira (28/8). Foi o primeiro dia efetivamente prático da função de repórter que os alunos das escolas municipais de Santos, Mário de Almeida Alcântara (bairro Valongo) e Avelino da Paz Vieira (Vila Nova) passaram a exercer e que continuarão de agora em diante no projeto.

Este terceiro semestre de atividades começou com a reflexão sobre a cartografia afetiva da escola, desenvolvida pelos jovens antes das férias de julho. Depois, vieram as reuniões de pauta, tal como acontece em uma redação. As turmas se dividiram em grupos de duas ou três pessoas e, na oficina desta semana, foram a campo “fazer matéria”, como se diz entre os jornalistas.

Alguns se concentraram na pauta e a seguiram rigorosamente, como foi o caso da dupla Erick e Claudio, da Avelino, que além de colegas, entrevistaram a supervisora Elisângela, da unidade de ensino. Outros, como a Letícia e a Manuela, da escola Mário, foram mais adiante e até se envolveram com as histórias contadas sobre a escola e a biblioteca.

Mas, como diz Kotscho (2000, p. 12, 4ª ed.) “com pauta ou sem pauta, lugar de repórter é na rua. É lá que as coisas acontecem, a vida se transforma em notícia”. E foi exatamente isso o que os jovens do Memórias em Rede perceberam nessa experiência. As “ruas” das escolas estavam sendo analisadas, investigadas e virando notícia durante todo o tempo de atividade da oficina desta quarta.

E os educomunicadores do projeto, o que ficaram fazendo? Orientando, analisando, admirando e, por que não, se divertindo.

Conheça um pouco das oficinas do projeto

São encontros de muitos lados, de muitas histórias. São momentos de memórias. Buscam sempre eles, os jovens, suas carências e potencialidades. Por meio das oficinas trabalha-se a escuta, a fala e a escrita. Aprende-se sobre as linguagens. Reflete-se sobre a contemporaneidade, sobre o ato de pensar, de sentir e perceber o outro. São atividades plurais, que formam um corpo complexo, feito a muitas mãos. Englobam debates, reflexões, práticas de fotografia, edição de vídeos, entrevistas, reportagens, mídias digitais e vivências que transcendem os muros da escola.

Oficina de edição de vídeo em celular

24/maio/2019

“Você tem uma emissora de TV na palma da sua mão”. “É preciso saber usar esse poder de mídia”. “Podemos mudar a realidade local e ganhar voz”. “Escolham ser uma contribuição para o mundo”. Essas foram algumas das frases ditas pelo jornalista Paulo Castilho jornalista quântico – Informação p/ Despertar da Consciência aos jovens do projeto Memórias em Rede. Primeiro vídeo-repórter do Brasil e larga experiência no jornalismo televisivo, com passagens pela TV Cultura, SBT e RedeTV!, além de sua expertise em documentários dentro e fora do país, ele foi nosso convidado especial da oficina desta quarta-feira (21), nas escolas municipais Mário de Almeida Alcântara e Avelino da Paz Vieira, em Santos-SP. Desceu a serra para dedicar todo seu dia a ensinar os participantes do projeto a editar vídeos pelo celular nos mais diversos aplicativos, como o KineMaster. O resultado disso foi um vídeo gravado e editado com a participação dos alunos – logo mais no ar em nosso canal! Castilho, nossa gratidão pela partilha de conhecimento. Aqui, no Memórias em Rede, também escolhemos contribuir com o mundo.  Veja a reportagem montada a partir dessa oficina.

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